sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Momentos !



Momento fugaz que nos traz a paz.
É o transitório que sem ser notório nos marca para sempre.

Aquele beijo na face roubado sem muito aviso,
O toque em seus cabelos que faz aguçar o sentido,
Aquela risada marota da molecagem aprontada,
Ou mesmo um tapa na bunda, motivo de gargalhada.

Aquele pão com manteiga e o café na caneca,
O rosto todo amassado e o travesseiro babado,
A mãe te chamando pro almoço, você dizendo: Jááá vôôô.
A briga para ver quem manda e o gosto daquela manga.

O cheiro que hoje arremete, a casos e fatos passados.
Aquela foto amarela, naquele álbum guardado,
Ver-te todos os dias e rever nosso ontem.
Porque viver de lembranças, de quem está ao seu lado?

A vida vai sendo marcada e a gente não vendo nada.
O que mesmo ficou registrado, daquele nosso passado?
Foram os grandes feitos e o quanto se conseguiu?
Os títulos que adquiriu ou a vida que nunca viu?

Em meio à missão cumprida e já com o rosto vincado,
Deixamos de ver o presente, passamos a ver o passado.

Que tal acordar para o hoje e dar um bom dia sincero,
Tirando de nossa face aquele sorriso amarelo.
Olhar para o MUNDO, que esteve sempre aqui,
O que se vê todo dia, mas pouco se presta atenção,
É ele que trará o lamento, diante da emoção.
É ele que trará o choro, na hora da recordação.


Eis a escolha:
Lembrar buscando redenção, ou viver com mais atenção.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Gratidão !



Aquilo que é rotineiro aquilo que é banal que graça tem?

Bom é o inusitado, aquilo que destempera,
Bom é viver no limite, longe de toda marola,
Bom é o cume dos montes, aonde finco a bandeira,
Bom mesmo é a sexta feira.

Legal é ouvir os aplausos, no final da peça encenada.
Legal é ser solista, daquela orquestra afinada.
Legal é o sobressalto da situação inusitada
Legal é viver a corrida e não a vida parada.

Um dia como do nada,
Percebi que o bom e o legal, não são somente o final da jornada.
O caminho para o cume, o treino para a peça
As horas de ensaio na orquestra,
Do sábado a quinta feira.

E eu dando bobeira fui vivendo a euforia,
Vida passando, e eu nem via !


SENHOR.
Sou-te GRATO, muito GRATO.

Pelo compasso ditado no meu peito, pela cama que me deito,
Pelo sorriso, pelo choro, pelo vento e pelo tempo.
Pela monotonia que por vezes sinto no dia.
Por poder abrir os olhos, ver a face de meus filhos,
Por poder ver a esposa com quem divido o dia.
Por poder falar Contigo e saber que Tu me ouves.

Sou-te GRATO pela oportunidade da VIDA,
Pelas coisas simples, que na verdade não são.
Pela amizade sincera, pelo papo informal e pelo pé no chão.

Enfim Senhor, sou-te grato pela REAL COMUNHÃO.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Eureka !





Estive olhando este mundão,
Percebi que nem todos olham na mesma direção.
Vi o azul que de tão profundo, no céu parece a única cor do mundo.
Quando fui falar sobre o azul, esta minha grande descoberta ,
Você veio me dizer do verde lá da floresta.
E eu lá quero saber do verde se o azul é tão mais belo?
Este sim é o que eu quero!

Senti que o doce é o sabor verdadeiro,
Fui te contar e levei um brigadeiro.
Chegando lá você nem deu confiança, só se preocupa com a balança.
La ficou o brigadeiro objeto de meu desejo.
Como você é irritante,
Foi tomar um chazinho puro com adoçante.

Bom é dar risadas no meio de toda algazarra,
Ninguém entende ninguém, papos rolam aos montes,
Musica eletrônica... E você?? Te vejo atônita!
Você gosta do João Gilberto, aquela voz "diminuta",
De contemplar as estrelas ouvindo o som do silêncio,
Do papo intimista que se da olho no olho.

Será que posso exigir que seja igual a mim?

Ser eu é muito chato comigo sempre concordo,
Comigo sempre acordo e me levo pra onde vou.
Você já é diferente sempre me surpreende com coisas que eu não sou.

Acho que estou aprendendo, aos poucos e nem sempre entendendo.
Eu vou sendo eu e você sendo você e quando menos perceber;
Serei mais eu com você, do que era quando era só EU.

sábado, 14 de novembro de 2009

Pedaços !






Descobri que descobrimos a viagem no tempo, faz tempo.
Percebi que percebemos a vida, na vida que vivemos.
Eu senti que o que sentimos; as dores sem cores, o riso com siso,
São partes do dia a dia, quer seja com alegria ou até em agonia.


Deslumbrei o deslumbrante e foi mesmo em um instante,
Que olhando da janela vi a linda aquarela,
Que se formava no céu, enquanto olhava ao léu.
Eu arranquei as raízes e estendi minhas asas, aquelas que eu nunca tive.
Alcei um vôo solo,
Daqueles que sem movimento se faz em qualquer momento
Fui para muitos lugares, visitei tendas, visitei altares
Aprofundei as estacas, estabeleci novas marcas.


A gargalhada escrachada diante do inusitado,
O choro que convulsiona levando ao desespero,
Aquela atitude que nos leva ao destempero
Tudo faz parte da vida e sem isto ou aquilo,
Já não somos mais inteiros e por mais parte que sejamos,
É na harmonia e soma, que somos o que não se era,
E amanhã, o que nunca se foi.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tem hora !







Tem hora que dói na memória lembrar um fato passado,
Tem hora que pesa nos ombros a força no que deu errado.
Tem hora que um grito ecoa até parecendo a toa,
Tem hora que se pensa em nada,
Tem hora que a alma é lavada.
Tem hora que se tem devaneios e não se importa os meios.


Tem hora que se quer respostas,
Tem hora que se fecham as portas.
Tem hora que o tempo não passa,
Tem hora que ele não chega.
Tem hora em que se é calmo,
Tem hora que a ira domina.
Tem hora que se absorve,
Tem hora que se é absorto.


Tem hora que se é “o cara”,
Tem hora se é “o nada”.
Tem hora que para-se distante,
Tem hora que passa-se adiante.
Tem hora que se aproxima,
Tem hora que nem se enxerga.
Tem hora que é colorido,
Tem hora que é embaçado.


Tem hora que se é sucinto,
Tem hora que afoga-se em palavras.
Tem hora em que não se sabe,
Tem hora que sabe o nada.
Tem hora que se é cansaço,
Tem hora que se é sonho.
Tem hora em que se desperta ,
Tem hora que se dispersa.



Na multidão do ser, tem hora que foi e tem hora que fica!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A História de: Sigo as Cegas.



Existia uma cidade aonde as pessoas não conseguiam separar os heróis dos vilões. Neste local  alguns eram "peculiares"; um deles se chamava EgoMan, muitíssimo amigo de outro sujeito, o Larápius. Estes dois amigo viviam conversando em como poderiam de alguma forma usar “suas habilidades” para tirarem vantagens pessoais e ao mesmo tempo serem aclamados como os heróis.
Pensaram, pensaram e pensaram. O Egoman dizia: --- EU vou descobrir uma maneira, EU sei que vou conseguir. O Larápius que era bem sagaz já tinha arquitetado um plano.

A cidadezinha que habitavam se chamava: Sigo as Cegas

Como se aproximava a época das eleições o Larápius sugeriu ao seu amigo Egoman que fosse candidato ao cargo de prefeito, de pronto foi aceito de muito bom grado pelo sr. EgoMan, que já pensava no “vossa Excelência”.

Passado alguns dias já candidato e no palanque, Egoman com toda empáfia discursava acaloradamente, os escritos que seu amigo Larapius tão habilmente fazia.

Assim como temos a recorrência de nomes próprios, alguns que se repetem bastante, em Sigo as Cegas não era diferente. O nome mais usual na cidade era o: Sem Noção. Tinha muita gente Sem Noção. Uma das pessoas influentes na cidade que ouvia o discurso do Ego (apelido carinhoso como os íntimos o tratavam), era um dos que se chamava Sem Noção.
Sem Noção não avaliava nada, não era exatamente por ingenuidade e nem por maldade também. Sem Noção acreditava que o EgoMan e o Larapius deveriam ser julgados pela urna, afinal a voz de: Sigo as Cegas é a voz de “deus”.

Após a apuração, EgoMan ganhou disparado. Larápios logo se tornou o Secretário das Finanças e colocou seus dois filhos: Caixa e Dois para cuidarem da entrada dos recursos e principalmente da “saída” dos mesmos.
EgoMan falava e todo o povo de Sigo as Cegas dizia AMÉM, principalmente os Sem Noção; ninguém entendia ao certo, porque as pessoas que se chamavam Sem Noção eram mais submissas, era uma incógnita.

O povo de Sigo as Cegas foi se afundando e Larápios e Egoman aclamado como Heróis “nacionais”.
Alguns se aventuravam em apontar o erro, normalmente os que vieram das cidades vizinhas, a saber: “Abre o Olho” , “ Prudência” , “Respeito” , “Compaixão”; interessante é que nestas cidades o nome próprio recorrente não era  Sem Noção, era outro:


 Não Sou Trouxa.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Metamorfose as avessas.



Vejo um Cristo nas Escrituras que foi um homem simples, que andava e andando, sempre tinha uma resposta para àqueles que o abordavam, também tinha para àqueles que Ele abordava.
Vejo um Cristo sem maquiagem, e também um homem que mesmo com “seu tempo” findando-se na Terra, precisou levar um beijo na face para ser indicado aos seus algozes, tal sua semelhança, com qualquer outro que o acompanhava.


O que fizemos com nosso legado???
A transformação, o embelezamento da “noiva”, vem do próprio contato com o NOIVO, ELE cuida de tirar as maculas e rugas.
O que ocorre é que tem gente demais “metendo a mão na cuia”, tem gente demais “desandando o doce”.
Os adornos em nossas igrejas são de tal monta, que a simplicidade das vestes se foram faz tempo, mas parece um CARRO ALEGÓRICO.


Os “lideres”(muitos) que deveriam ser facilitadores para a entrada e permanência no reino, são na verdade os que cuidam da “catraca”, são os que vão sobrecarregando o povo com tantos penduricalhos que o caminhar se torna pesaroso, melhor parar e retroceder; a roupagem não é adequada, gera inércia.


Se não fosse a misericórdia do Altíssimo, não me espantaria se o pulsar extinguisse de todo.
Assim como o clamor no Egito subiu as narinas de DEUS, creio eu que hoje também tem subido um clamor, não o clamor das “almas perdidas” que falo aqui, mas o clamor do POVO DE DEUS, povo este que tem sido ENGANADO e que tem vivido debaixo da tutela de homens inescrupulosos.


Que DEUS fortaleça os HOMENS DE VERDADE, que tem vivido e proclamado SUA PALAVRA com toda a pureza que lhe é peculiar. Aqueles que não buscam a crista da próxima onda. Que DEUS abra os nossos olhos, para dar um basta nestes que permitiram ser maquiados pela soberba, que permitiram se transformarem em palhaços e que se tornaram irreconhecíveis.


Apascentar é cuidar, manter em paz e deleite. Apascentar não é um ativismo fruto da invencionice humana. O olhar de um pastor deve ser para seu rebanho e seus ouvidos para DEUS, não o olhar que vemos hoje, que é para o “concorrente”, para a “novidade” e automaticamente os ouvidos voltados para a alma.

Já foi tudo consumado.
Eu... Descanso no meu SABADO !!