sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Telefone sem fio!




Um fato ou boato o negócio é propagar,
Não importa o fundamento ou se dano irá causar,
E quanto à retratação não sou eu a amargar,
O culpado é o outro o primeiro a divulgar.

Assim surgem heróis e vilões do instantâneo,
Um ato decidirá juizo a seu respeito.
Não importando a história fossiliza-se o momentâneo,
E o conjunto da obra deixa de ser direito.

O “intimo desconhecido” passa a ser objeto,
Aprecia-se e deprecia-se por puro reflexo.
Vai se exercitando um julgar nada reto,
Nenhuma preocupação se o que fala tem nexo.

Repagina-se dos tempos idos a brincadeira infantil,
Telefone sem fio: “Quem conta um conto, aumenta um ponto”.
Passe adiante não se importe em ser sutil,
E o tolo passa a ser sábio e o sábio passa a ser tonto.

E na confusão desvairada deste disse-me-disse,
Não interessa a fonte a notícia se espalhou,
Transformando em verdade até o que é crendice,
Não tenho nada com isto, só repassei: foi outro quem falou.

sábado, 11 de agosto de 2012

To de sako xeio!


To saco cheio de tanto devaneio,
De tanta corrupção e que se exploda a população.
De tanta palavra frívola mascarada de coração
E surdez para a alma aflita, que moída chora e grita.

To de saco cheio de tanta falsa solução,
De tanto interesse torpe saqueando a nação.
É tanta fome de tudo, desespero e opressão.
Do silêncio que só se quebra com terceira intenção.

To de saco cheio dos salvadores da Pátria,
De gente que escolhe quem é bom e quem é pária.
De ver tanta desgraça feito rama no chão,
Regada pelo suor dos humildes desta nação.

To de saco cheio das palavras do porvir
Estas que afirmam que um dia vão se cumprir
Mas nunca chega o presente que supra a mesa de pão
E ao lado sofre o vizinho: "vá em paz com a minha oração".

To de saco cheio da falsa mudança que orbita,
Em torno sempre dos mesmos e a verdade se evita.
Do discurso erudito do doutor, da 'sua excelência'
Que tem bela aparência, desprovido de decência.

To de saco cheio de ver tão pouca união,
Da falta de entendimento aceitando a enganação,
Do dividir pra conquistar, que impede a integração
De um povo que guerreiro desconhece sua condição.

Por fim...
To de saco cheio de ver os filhos deste solo,
Da imensa Pátria amada mãe gentil
Serem ludibriados por canalhas com ardil.
Enxergue quem queira esta verdade nada sutil.