terça-feira, 5 de março de 2024

Formar





Um momento, um instante, que registram etapas da caminhada 
Quer seja no comecinho, no meio ou final da estrada
É quase um acalento, um folego, daí retomar
Não desanime menino, é homem a se formar. 

E quando chegar lá na frente, onde o tempo te levou 
Não foi como folha ao vento, mas decisão que tomou 
E em meio aos caminhos, talvez haja espinhos 
Foque no seu florir e traga na face o sorrir.

E quando chegarem as dores, aquelas do crescimento
Até geram desconforto, de que vale o sofrimento?
Durante o trajeto fazer seu melhor
Semente regada com zelo e suor.

E os frutos vão surgindo, bonitos e suculentos
Com eles as alegrias, que sobrepõem idos lamentos
Celebre sim, meu filho, a vitória alcançada
Todo o sucesso, desejamos em sua jornada.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Silêncio


O silêncio não é somente a ausência de palavras.
O silêncio é enxada no coração quando tu lavras.
O silêncio muitas vezes é excesso de amor ou dor.
O silêncio é a potência do botão, algum dia, flor.



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Prisma!


Parte daquele mundo se mantinha original, tal qual foi concebido, tudo era branco, refletindo todas as cores. Um dia uma frequência diferente de luz tocou um objeto e surgiu o azul, muitos amaram o azul, até surgir o amarelo. Alguns que tinham amado o azul passaram a amar mais ainda o amarelo, porém, uma nova frequência de luz tocou outro objeto e surgiu o vermelho. Novamente, alguns que antes eram apaixonados pelo azul e pelo o amarelo, ao verem o vermelho, se encantaram e exclamaram. É lindo! Novas frequências de luz foram tocando tudo o que existia e cores das mais variadas foram surgindo, com isto o mundo de todas as cores juntas, o branco, passou a se dividir, revelando-se. O povo todo em polvorosa, a alegria contagiou a todos. O tempo foi passando e a euforia da descoberta que a luz revelou, deu lugar a outros sentimentos: "Como ele não pode ver que o azul é muito mais bonito, mais nobre?" "Não acredito que ela não perceba a beleza do vermelho, é cega?" A harmonia outrora existente pela unidade, deu lugar a animosidade, mas não parou por aí. Da animosidade, passou-se a rixas ferrenhas. A devoção pelas tremulantes e coloridas bandeirinhas tomou o lugar da harmonia, respeito e amor que existia entre os cidadãos daquele mundo. O branco, ao ver tamanha desfaçatez fala para a luz: "Luz, como podem ser tão limitados? Não percebem que só são parte e que no todo é que existe clareza?" A luz responde: "Isto era previsível, mas se me ausentar tudo será escuridão, vamos crer que possam entender que a real beleza está no todo e não no que os divide."

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Retomada!



Sentou-se à beira do caminho
O seu destino ficou pra mais tarde
E pôs-se a pensar: “Estou tão sozinho.”
O peito repleto de dores... Não guarde.

A alma apertada está no lagar?
Depois de espremida vai algo gerar?
Eis o fruto que é resultado.
Gota escorrendo do olhar marejado.

Desceu pela face como irrigando,
E de sequidão e tamanha dureza,
Foi noite em dia se transformando.
Passou a ver vida, do breu à clareza.

Ergue-se, retoma a caminhada.
Com passos suaves e alma lavada
A primazia não é o chegar,
Mas deixar as cargas e amor levar.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

CRIANÇA!


Joelho ralado e desembesta a chorar.
Não corra menina, não sabe andar?
Na hora do almoço legumes ao lado.
Junte tudinho, vai comer separado?


Levada da breca, arteira que só.
Palmada na bunda depois nos dá dó,
Mas logo esquece aquele ardor,
Pois muito mais forte é à força do amor.

A vida é bem leve parece um balão,
O tempo é âncora me prende no chão?
EURECA! É isto, a verdade plena.
Nem lá e nem cá, planar vale a pena.

O tempo ensina é conversa de adulto
“Você aprenderá”, parece insulto.
O mundo sou eu, depois ele é meu, mais tarde é nosso.
Eu quero tudo. Quem sabe uma parte? Eu tenho o que posso.

E quando o hoje se torna em ido,
Aquele ensino faz todo sentido.
Quem sabe crescer sem perder o frescor?
Viver o singelo, o simples, o amor.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Coração.


Tem coração que é de vidro muito cuidado ao lidar,
Mesmo com atenção pode se despedaçar,
Depois para juntar os cacos é uma difícil missão,
O jeito é manter distância é a melhor solução.

Tem coração que é de pedra duro de se tratar,
Aguenta muita pressão, mas é difícil mudar.
Nem tudo na vida são força e dureza,
E ser maleável nunca foi sinal de fraqueza.

Tem coração de papel aceita muitas palavras,
Tornando seu escrito até as que lhe são amargas.
Esquecendo-se de apagar aquilo que não presta,
Vivendo amargurado no caminho que lhe resta.

O real produto de que é feito o coração
Chama-se amor, cabem sentimentos e também razão.
É formado dia a dia quer seja em dor ou alegria,
Na vida é sempre aprendiz, se divide, multiplica harmonia.




quarta-feira, 3 de julho de 2013

A Praia.


Quando eu estou a observar,
Vejo a água a dançar.

Vejo o sol que a iluminou,
E que a areia esquentou.

Depois de observar eu parei,
E a beleza de Deus, eu notei.


By André Sathler.

sábado, 13 de abril de 2013

Minha bandeira.




Nasceu para ser imolado foi este o seu destino
E muitos que descreem acham que é desatino.
Como pode ter lógica vida nascer da morte?
Dirijo meus próprios passos, faço a minha sorte.

Sucumbiu o grão na terra como se fosse o fim,
Mas ele frutifica, dá vida a ti e a mim.
Difícil com a mente compreender a salvação
Necessita de arrependimento e não tanto da razão.

Um instinto básico é o de se preservar,
Mas Cristo, na contramão, se deu por tanto amar.
Este amor verdadeiro que o levou para a Cruz
Tem o poder infinito de nos levar para a Luz.

Foi hasteado no gólgota, o lábaro foi levantado.
Tinha em sua mente, “este é meu filho amado”.
Suportou e venceu o que era impossível,
Abriu o caminho que hoje nos é acessível.

"E ele arvorará o estandarte para as nações de longe, e lhes assobiará para que venham desde a extremidade da terra; e eis que virão apressurada e ligeiramente."  Is.5:26

sábado, 19 de janeiro de 2013

A arte de viver.



Por que poesia? É que a alma não deve ser vazia.
Por que pintura? É que a vida deve ser retratada com candura.
Por que música? É que os sons te tocam de forma única.
Por que arte? É que se expressar é mais do que ter, é ser parte.
Escreva palavras mesmo que sem aparente sentido,
Importa registrar o que foi bom e até mesmo o doído.
Pinte a vida mesmo que seja sem tinta e pincel,
Colorir o que vemos é bem mais que riscar um papel.
Cante, mesmo que seja desafinado,
Escute, veja e sinta, não seja engessado.
Viver é uma arte, ser artista, ser autor.
Como base, o ingrediente é o amor.
Está endurecido? Lapide.
Está embrutecido? Amacie.
Está acostumado? Renove.


domingo, 7 de outubro de 2012

Naquela janela!



Naquela Janela não vejo o futuro,
Vejo um presente que é tão latente.
A vida serena e o sonho seguro,
A paz inerente na alma da gente.

Naquela janela ficou retratada,
Que vida vivida jamais é roubada.
Tempo passando e o hoje chegando,
Mas nada se foi para quem segue amando.


Naquela janela aflora a vida,
Regada de amor de forma desmedida,
Não é uma imagem do que se perdeu,
Ali se retrata que muito valeu.

Naquela janela pedaços de mim,
De vida eterna, pois não terá fim.
Porque o que fica não é a dor,
Mas é a candura, o zelo e o amor.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Telefone sem fio!




Um fato ou boato o negócio é propagar,
Não importa o fundamento ou se dano irá causar,
E quanto à retratação não sou eu a amargar,
O culpado é o outro o primeiro a divulgar.

Assim surgem heróis e vilões do instantâneo,
Um ato decidirá juizo a seu respeito.
Não importando a história fossiliza-se o momentâneo,
E o conjunto da obra deixa de ser direito.

O “intimo desconhecido” passa a ser objeto,
Aprecia-se e deprecia-se por puro reflexo.
Vai se exercitando um julgar nada reto,
Nenhuma preocupação se o que fala tem nexo.

Repagina-se dos tempos idos a brincadeira infantil,
Telefone sem fio: “Quem conta um conto, aumenta um ponto”.
Passe adiante não se importe em ser sutil,
E o tolo passa a ser sábio e o sábio passa a ser tonto.

E na confusão desvairada deste disse-me-disse,
Não interessa a fonte a notícia se espalhou,
Transformando em verdade até o que é crendice,
Não tenho nada com isto, só repassei: foi outro quem falou.

sábado, 11 de agosto de 2012

To de sako xeio!


To de saco cheio de tanto devaneio,
De tanta corrupção e que se exploda a população.
De tanta palavra frívola mascarada de coração
E surdez para a alma aflita, que moída chora e grita.

To de saco cheio de tanta falsa solução,
De tanto interesse torpe saqueando a nação.
É tanta fome de tudo, desespero e opressão.
Do silêncio que só se quebra com terceira intenção.

To de saco cheio dos salvadores da Pátria,
De gente que escolhe quem é bom e quem é pária.
De ver tanta desgraça feito rama no chão,
Regada pelo suor dos humildes desta nação.

To de saco cheio das palavras do porvir
Estas que afirmam que um dia vão se cumprir
Mas nunca chega o presente que supra a mesa de pão
E ao lado sofre o vizinho: "vá em paz com a minha oração".

To de saco cheio da falsa mudança que orbita,
Em torno sempre dos mesmos e a verdade se evita.
Do discurso erudito do doutor, da 'sua excelência'
Que tem bela aparência, desprovido de decência.

To de saco cheio de ver tão pouca união,
Da falta de entendimento aceitando a enganação,
Do dividir pra conquistar, que impede a integração
De um povo que guerreiro desconhece sua condição.

Por fim...
To de saco cheio de ver os filhos deste solo,
Da imensa Pátria amada mãe gentil
Serem ludibriados por canalhas com ardil.
Enxergue quem queira esta verdade nada sutil.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Metade!


   
       Já dizia o “velho e bom”   Tomas de Aquino  (1225 – 1274)
      “Ludus est necessarius ad conversationem humanae vitae - O brincar é necessário para a vida humana”
       Acho bem interessante brincar, uso bastante deste expediente nas minhas relações pessoais, mas percebo que o “mundo das relações cibernéticas” tem algumas coisas intrigantes.
      Quando me deparo com um adulto tendo atitudes infantis (Não me refiro a bom humor e nem brincadeiras), imediatamente penso: Esta pessoa tem algum tipo de retardo (retardo não é ofensa).  É uma impressão que de imediato tenho, não um julgamento, porém nas relações cibernéticas as “tais atitudes” infantis me fazem perceber/refletir de outra forma.
       É a fase lúdica na idade adulta nos moldes infantis.
       Assim como as pessoas colocam a sua melhor foto em seus respectivos perfis (A maioria pelo menos tenta. rs), procuram passar também a sua melhor imagem e não me refiro ao “rostinho bonito”, afinal todo mundo que se mostrar bonito né?   Erro algum.
      O que me intriga?
      Conheci ontem meu melhor amigo de infância; sou super em... (mulher maravilha, super homem etc.) super nem que seja em humildade. Príncipes e princesas é o reflexo que se deseja transmitir, basta “maquiar” não descuidar do penteado e verão quem eu sou, é engessar a perfeita imagem, o melhor perfil, tal qual um modelo diante de um pintor e congelado serei EU, mas não respire e não se mova, não revele nada além do que quer mostrar.
      Que raios quer mostrar?  Hummm, ou será o que não deseja mostrar?
      Humanidade será?
      Se nas relações pessoais (DE FATO) sabem quem sou, com defeitos e qualidades, não será nos papos com meus “amigos de infância feitos ontem” que me preocuparei em ser só este rostinho bonito.
      E na desnudes revelada fortuitamente, o espelho mágico responde: --- Não você não é a (o) mais bela (o).
      Diante de tal revelação...  Bico, fico de mal, emburro, esperneio, fofoco, o outro é o meu maior inimigo, tal qual tem nos livros infantis, até, até que eu possa refazer minha imagem, aquilo que desejo transmitir. E o que sou?  Bem, o que sou pouco importa, vale sim o que desejaria ser e tão somente o que desejo mostrar.

domingo, 29 de julho de 2012

Sentimentos!



Turbilhão que invade a alma,
Tem hora que agita e hora que acalma.
Criado em profundas dores, por grandes amores,
Saudades imensas, por ousadias e pudores.

Alguns nos protegem, outros desnudam,
Alguns fortalecem e outros calcificam,
Alguns são loucuras, outros, serenidade,
Alguns sinceridade, mas outros maldade.

Nem sempre se escolhe o que sentir,
Toma-nos de assalto no ir e no vir,
Mas se tem escolha no passo adiante,
Quando se olha além do rompante.

Passando a entender que sou fruto gerado
E que não surgi por um simples acaso,
Torna-se possível vencer qualquer dor,
Pois nada é mais forte que o dom do amor.

Assim sentimentos são mais que bem vindos,
Podemos senti-los sem medo ou culpa
E o que não prestar que nos sirva de alerta:
Alma sensível, mas nem sempre aberta.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O Ego!



Tem ego que dita o andar e é ele quem conduz,
Caminha por todo lugar, rejeita somente a Cruz.
O mundo é seu umbigo e importa o que se deseja,
Os outros são só um meio de se ter o que almeja.

Deus, quem é este ser que chamam de Criador?
Se for possível usá-lo, até confessam amor
Mas, logo muda o sentir que julgam ser verdadeiro
Basta não satisfazer o desejo interesseiro.

No decurso da vida pensa estar construindo
Verdadeira felicidade sem ver que está ruindo.
E quando se der conta do tempo que se passou,
Será triste perceber que da vida pouco restou.

Melhor coisa é a entrega, sem temor, sem receio.
Só existe um caminho: Jesus é o único meio.
Quem quer pensar diferente tem total liberdade,
É só seguir o seu ego, que eu sigo o que é verdade.


domingo, 17 de junho de 2012

Seguraaa Pião!




Tenho muitcha dificulidadi com a língua brasileira, as veix esqueçu o assentu, daí fico de pé mermo, a ixcrita é ôtra prosa, sem probrema, é simpres.


Xegô o PIÃO muntadu na égua di nome Bela,
Kuase levô um coice ao decê de sua CELA.
CONCERTOU sua postura e saiu andanu farceiro,
MAU sabe o caboclo, mais é um bom CAVALHEIRO.

COMPRIMENTOU  educadu todo aqueli povão,
Num DISTRATOU ninguém naqueli pedaçu di xão.
DESPENSOU o elugio, da tchurma centada na arena,
MAIS num tirava os zóio da lora nem da murena.

Feix toda exibição sem ninhum DEFERIMENTO,
Tudo nu tempu certinho, VULTUOSO entretinimento.
E quandu xego a tardinha na EMINÊNCIA do rezurtadu,
Foi  FRAGRANTE para todos, foi ele o acramadu.

domingo, 10 de junho de 2012

Padrão e Podrão!


     
       Em um local distante, em uma data inexata, viveram dois irmãos gêmeos univitelinos, Padrão e Podrão.
       Criados da mesma maneira e tendo oportunidades semelhantes, eram radicalmente diferentes no modo de ver a vida e na maneira de conduzi-la. 


       Jovens “cristãos”, estavam sempre envolvidos com qualquer atividade social que surgisse; extrovertidos e extremamente carismáticos eram “figurinhas fáceis” em qualquer aglomeração.  Devido às características de liderança que ambos tinham, sempre estavam à frente encabeçando as atividades, várias e várias pessoas os seguiam, porém Podrão se sobressaía ao seu irmão, era mais articulado, seus “apelos” eram mais cativantes e populares, enquanto Padrão era mais exigente e não tão instantâneo no que seu discurso oferecia. O resultado era que Podrão atraia multidões e Padrão tinha alguns seguidores, mas nada próximo ao do seu irmão.


       Padrão chateado com seu raio de influência, vendo seu irmão ser constantemente ovacionado, foi ter mais uma de suas muitas conversas com ele:

  --- Oi Podrão. Não quero ser chato, mas você continua levando as pessoas que te seguem a euforia, festa, mas você não traz nada de profundo para elas. Entram e saem vazias das reuniões ou qualquer coisa que você proporciona a elas. Você precisa mudar!

   --- Ta loko mano?? Este papo furado de novo. Comigo a conversa é outra. To ligado em resultados. Você é ligado em mixaria e eu em ABUNDÂNCIA. Falo pros meus liderados: “Sejam podrão dos fieis”. Este negócio de ter que ficar cheio de normas, ter que seguir PADRÃO é coisa do passado, meu!! Se liga.
Meu irmão, vou te dar uma dica: SENTIDOS. Saca SENTIDOS ?? Os cinco? Ta ligado? Você tem que pegar os caras por eles. Os caras querem ver coisas bonitas, ouvir, cheirar, tocar e degustar. Esta conversa de NÃO PODE já era. O negócio é CURTIR e viver de boa. Isto é A VIDA. Sacouuuuuuuu?
Repentinamente a conversa acaba, quando um jovem é sacudido em sua cama: 

  --- Acorda, vai perder a aula. Era sua mãe o acordando.

       O jovem senta em sua cama, e pensa: Verdadeiramente preciso decidir o que serei!
Podrão ou Padrão. E aquele lugar/momento se chamou ARMAGEDOM, o vale da decisão.

       Este é certamente o lugar, aonde em muitos momentos de nossas vidas nos encontramos, daí TEMOS que decidir o que seremos. 

       Padrão ou Podrão?

       DECIDA !!



 
       Obs.  Minha “inspiração” para esta singela historinha, veio de uma “preleção” que o meu amigo, Pr. Luiz C. Magalhães fez a alguns anos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O homem!





O homem, esta criatura, quando crê na jetatura
Tem medo de se desvendar, de entender a aventura
Sempre engessado, para o novo não dá abertura,
Por vezes vive ao léu andando só em agrura.

O homem, esta criatura, quando crê na sorte
Tem horas que se faz afoito, desdenha a vida e a morte
Mesmo quando está fraco insiste e faz pose de forte
Mal sabe, mas faz tempo que da vida perdeu o norte.

O homem, esta criatura, quando crê no fortuito
Anda "sem eira nem beira", seguindo só seu intuito
Crê que o caminho é largo desprezando o pertuito.

O homem, esta criatura, quando crê no CRIADOR
Tem sua vida mudada, transformada pelo amor
Deixa de lado seu ego, confessa: Sou pecador
Mas, sobre tudo, encontra o sangue remidor.

O homem, esta criatura, quando se vê no CRIADOR
Acaba toda amargura: Encontrou seu Salvador!
Deixa de ser criatura; é filho, gerado em grande clamor.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Força Motriz!




A vida é muito boa, demente é quem dela enjoa.

Somar, multiplicar o riso na face,
Subtrair o problemão que mais parece uma Jubarte,
Como se fosse comê-la, não inteira, parte a parte.
Dividir a vida com quem se ama, sem desculpas, sem disfarce.

Ver as cores, sentir os olores e sabores.
Abraçar apertado que de tão amassado,
Se sente no peito de que ritmo o coração do outro é feito.
Olho no olho e não olho por olho.

Rir pra caramba, gargalhar até perder o ar,
Prantear, chorar muito sempre que a alma clamar,
Falar até cansar e ouvir sempre que alguém necessitar,
Levantar, caminhar, ir tendo para quem voltar.

Ninguém veio de passagem só para sentir a aragem,
Não é azar a falta de leito na choupana e nem sorte no castelo ter cama.
Triste, é o feio ou o bonito que pensa ser ele finito,
Que crê somente na força do braço sem dar valor ao abraço. 

Quer saber uma verdade?  Não importa a sua idade,
Se for novo ou se for velho, se é risonho ou se é sério,
Se é calado ou falante, em derrotas ou triunfante.

Crendo ou não, Deus te amou por sua própria decisão.
Viva a vida feliz, mas saiba, existe uma força motriz.


Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade, pelo que os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas.”  Sl.  36:7


sábado, 14 de abril de 2012

A Origem!


Uma singela homenagem a Nova Friburgo!
















Nas brenhas do Morro Queimado,
Aquele que se chegou ou o que foi gerado,
Neste solo mãe gentil, sempre foi acalentado.

Tal qual criança serena no regaço da mãe, resguardada,
Friburgo, incrustada por montanhas mais parece um ninho,
Nela, é se sentir como parente do outro, sem estranhos,
Todos e qualquer um é meu vizinho.

Sinto falta das montanhas que me pareciam limites,
Deixei suas fronteiras ao alçar voo solo,
Mas quando me aperta o peito,
Confesso-te, minha Terra, necessito do seu colo.

É mais que um pedaço de chão,
É vida, é história na alma e coração,
Todos nós dividimos um quinhão de sentimentos,
Por esta Terra querida que nos une em algum momento.